Fichamento - Elogio da Loucura de Erasmo de Rotterdam (Parte I)

Bom, como o principal tema do blog são os fichamentos vamos ao primeiro que publicarei, a primeira metade da obra de Erasmo de Rotterdam


Ficha 01

Assunto
Prefácio – a carta de Erasmo a Thomas Morus

p. 9-12


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
O autor apresenta uma narrativa de onde e como se deu a produção da obra, bem como apresenta justificativas e o objetivo da mesma. Nela o autor se diverte compondo uma ode de louvor à loucura dos homens que se encontram em estado de ignorância e/ou alienação em relação à realidade miserável de suas vidas. Assim, através de sofismas (pensamento de retórica que procura induzir ao erro, apresentada com aparente lógica e sentido, mas fundamentos contraditórios e com a intenção de enganar) a loucura tenta levar o leitor a crer que ela é a única capaz de trazer felicidade ao homem.

Ficha 02

Assunto
De como a loucura se vê em relaão aos mortais e aos outros deuses

p. 14-17; capítulos I-VI


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Usando de argumentos sofismáticos a loucura procura associar a si sensações agradáveis ligadas à vaidade e aos prazeres carnais.

Ficha 03

Assunto
Origens, infância e companheiras da loucura

p. 18-20; capítulos VII - IX


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Aqui a loucura fala de como nasceu, seus pais, como cresceu, como vive, quem são suas companheiras, sua corte e seu império.

Ficha 04

Assunto
De como a loucura domina a espécie humana e os deuses

p. 20-27; capítulos X-XV


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Sempre usando de sofismas ligados ao hedonismo (doutrina moral em que a busca pelo prazer é o único propósito da vida) a loucura mostra como entende que nem os seres humanos nem os deuses podem existir sem ela.

Ficha 05

Assunto
A loucura e os relacionamentos humanos

p.27-33; capítulo XVI-XXII


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Sempre neste estilo a loucura procura apresentar-se como alguém que torna as relações entre os seres humanos mais agradáveis. Aqui ela argumenta que ajuda-nos para isso tanto internamente quanto externamente (de nós para nós e de nós para nossos semelhantes).

Ficha 06

Assunto
A loucura nas guerras, na política e nas artes

p. 33-38; capítulos XXIII - XXVIII


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
A loucura mostra sua importância quando ocorrem as guerras, de como supera a sabedoria na oratória para os governantes e nos negócios (sejam eles públicos ou privados), na vida do homem, nas fábulas e nas artes.

Ficha 07

Assunto
A loucura e a sabedoria

p. 39-40; capítulo XXIX


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Numa notável confusão de conceitos a loucura tenta atribuir aos loucos o bom-senso por enfrentar a realidade com coragem, coisa que os sábios não fazem. Dessa forma confunde-se o conceito de entusiasmo com loucura. Ora, um sábio também pode se entusiasmar, sem nenhuma necessidade de se tornar louco.

Ficha 08

Assunto
A loucura guia a sabedoria para uma vida suportável

p. 41-44; capítulo XXX-XXXI


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
A loucura argumenta que para alcançar a sabedoria perfeita deve-se usar a loucura. Para isso descreve o sábio como uma pessoa desagradável e o louco como uma pessoa agradável, o que tornaria o primeiro uma pessoa infeliz e o segundo feliz e a vida agradável.

Ficha 09

Assunto
A loucura e a ignorância

p. 44-45: capítulo XXXII


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
A loucura exalta o fato do homem estar em estado de graça sendo mantido na loucura, na ilusão e na ignorância por ser essa a essência do ser humano. Na sua argumentação recorre a imagens na natureza indicando como os animais vivem felizes sem o conhecimento e que o mesmo só teria utilidade para suprir o que a natureza não transmitiu.

Ficha 10

Assunto
Loucura, ciência e felicidade entre os homens, os animais e os governantes

p. 46-49; capítulos XXXII-XXXVI


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Segundo a loucura, as ciências que oferecem mais vantagens são aquelas que se aproximam da loucura. Para demonstrar ela busca respostas utilizando o hedonismo sofismático ao afirmar que esse estilo de vida mostraria a perfeita alegria. Isso também era reforçado também nos governantes, que preferem os bobos da corte aos sábios.

Ficha 11

Assunto
O ser louco e o louco sábio

p. 50-52; capítulos XXXVII-XXXVIII


Fonte
ROTTERDAM, Erasmo de

Elogio da Loucura


Texto
Enquanto o louco viveria alegremente, sem temer e nem pressentir a morte, indo diretamente aos Campos Elísios para se divertir, o sábio com suas vigílias e preocupações, trabalhos sem fim consumindo sua infância e juventude o levam a ter uma vida sem o menor prazer, o que se compraria a nunca ter vivido, no caso de uma visão hedônica da vida. A loucura lembra também existirem duas formas de loucura, uma ligada a paixões mais violentas como o amor à guerra, a sede pelo ouro, o amor desonroso e culpado, o parricídio (assassinato de ascendentes – pai, mãe e avós), o incesto (atividade sexual entre membros de uma mesma família ou consanguíneos) e que surgem como consciências criminosas. Já a segunda forma de demência estaria ligada à doce ilusão de que livra a alma de suas penosas preocupações, transformando-as em diversas formas de voluptia (ou seja, fantasias).


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